My mirror

Carrego em mim tantas coisas

nas costas

em um peso só

em um tempo só.

Soneto

de claras dúvidas

noites de alento

e valsas imaginárias

tão cheias de mim.

Me abro em duas

para me ver por dentro

e controlar a fera

que precisa de ar

puro

seco

suave

A fera que mora em mim

não quer sair

porque não vai voltar

jamais.

Controlar-me?

difícil.

Te dou um beijo se conseguir

e me fecho inteira

com trancas

sem portas

sem eiras

nem beiras

sem fim.

Nada será como antes

Disperso, sonoro e sem sal.

*Leli

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